.. e lá fui eu.. hehe.. embarcando na aventura uma vez mais, apanhei o avião.. desta vez rumo Cabo Verde.
“Welcome aboard, miss Gouveia” ahahaha, Fantastic!
“Welcome aboard, miss Gouveia” ahahaha, Fantastic!
A bordo da aeronave pilotada pelo comandante Rasco (ahaha, é sériu) fazia-se sentir de uma forma vigorosa o intenso, mas muito natural, cheiro a África… ou deverei dizer, do sovaco de África… ahahaha!!!
Ía eu a sobrevoar as Canárias, a 35mil pés de altitude, 800km/h e com temperatura exteior próximo dos 50’C negativos, quando dei por mim a pensar na aventura que estava a viver, e quão rápida havia sido decidida… sobretudo estava muito feliz por ter sido a escolhida para levar em mão cheia uma real resma de responsabilidade. Foi muito bom!
Correu tudo maravilhas!.. bom, nem tudo.. hehe… mas isso conto a seguir!
Depois de sobrevoar a desértica ilha do Sal, aterrei em Praia para fazer transbordo para S. Vicente.
O Aeroporto Internacional de Praia é uma hilariante cabana erguida sobre pilares de betão e encapussada por uma única e simples membrana pré-tensionada.
Debaixo desta despropositada estrutura existe um barzinho apenas, muito afro-relax aberto ao espírito de confraternização entre autóctones e os turistolas feito eu que lá caem!! Ahahah…. INÉDITO!
Existe ainda uma sinistra sala (ou direi cela) resevada aos viajantes… quem lá kizer entrar (ou sair) tem de mostrar sempre o cartão de embarque para que o “sinhór” segurança destranque as portas à chave! AHAHAHAH.. é inédito, inédito!
Os atrasos dos voos entre ilhas são regra da casa, e ao longo das 4horas de espera pelo avião que me levaria para S. Vicente, fiquei a conhecer a vida de uns quantos tugas-africanados ahahaha e também ganhei uma companhia fantástica para o resto da viagem e jantar, de um rapaz que por aquelas ilhas trabalha. Rui e Filipe, fantástico jantarico!
Novo dia, nova estação do ano: Susanitto, benvinda ao tórrido Verão “dus Cabe Vérde” ahahah...
Depois de todos os negócios tratados, ainda houve tempo para um mergulho e um belo e destilante passeio por Mindelo.
Mindelo é um sítio muito diferente de todos onde havia estado até então… Muito [pobre, simples, cru, quente, seco, pacífico, acolhedor].
De todas as cores da palete, apenas uma faltava.. uma cor que para mim faz toda a diferença… talvez uma das mais importantes, se não "a mais" : o VERDE!
NÃO HÁ ARVORES EM CABO VERDE!
Sim, há-as dentro dos resorts, esses ambientes falsos criados para quem não ama a natureza, a terra, o mundo… e altamente descontextualizados, erguidos do mesmo jeito em qualquer canto do planeta… mas nas ruas, junto das pessoas, em redor das casas, nas hortas, quais hortas?.. não há verde! Não há!
Muito se deve ao facto de a água doce ser quase inexistente, é um facto…. Mas não foi por saber isso, com certeza, que me senti mais confortável… ui, é muito duro!
Descobri que não sei viver sem verde!... E senti-me uma menininha da cidade… q estranho! É um luxo termos verde por perto… termos água! É mesmo!
Descobri como a frescura, a sombra, o som das folhas a bailar com o vento e o orvalho de uma simples árvore fazem toda a diferença no meu sentido de conforto!
Cabo Verde? Churrasquitto do Equador, isso sim… ahahahhaha
E eu bem que o digo que voltei a terras tugas bem bem bem torradinha…
“Sai uma Susanitto au Gratin!!!” AHAHAHAHHAHA..
Hey, S. Pedro, podia ter sido mais piedoso aqui com a miúda su, hmm?
Ainda tive a oportunidade de dar um rápido pulo ao Sal, mas depressa regressei a Portugal…
E regressei com um desejo enorme de lá voltar! Um dia, quem sabe…
… eu e o meu protector solar com factor 2000!!! Ahahahaha…. FOI LINDO!
…até breve, avião….
1 comentário:
isto realmente...
quem pode, pode!
quem nao pode come pasteis de belem!
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